Aumenta o número de mulheres na cracolândia

Foto: Alessio Ortu

Uma pesquisa divulgada este mês pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado revela que o percentual de mulheres na cracolândia mais do que dobrou em um ano: de 16% em 2016 passou para 34% em 2017, o que significa que 119 usuárias passaram pela região no ano passado e este ano a estimativa é de 642 mulheres.

Os traficantes têm preferido a cooptação de mulheres que os atendem não só para o tráfico como para a prostituição e ao abuso sexual de crianças, adolescentes e mulheres.

A pesquisa foi realizada com 139 usuários entre abril e maio de 2016 e mesmo período de 2017 e indicou que as mulheres são mais vulneráveis que os homens na cracolândia, pois chegam com laços sociais e familiares rompidos, são vítimas de violência doméstica, perdem a guarda dos filhos e encontram no local um ambiente perfeito para toda essa desestruturação.

Segundo o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do programa anticrack do governo estadual, Recomeço, é muito mais difícil para uma mulher se manter abstinente do que um homem. Também é mais fácil para elas desenvolverem a dependência química.

O estudo mostrou ainda, que 70% das mulheres declararam já terem sido vítimas de violência na cracolândia além de apontar gravidez precoce e não planejada, aumento alarmante de sífilis, HIV e tuberculose.

As considerações sobre a pesquisa foram publicadas no G1 em 24 de junho.

Leia AQUI.

 

 

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Gisela Vendramini

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