Julho Amarelo – Hepatites Virais

Julho Amarelo – Hepatites Virais

O Julho Amarelo é o mês dedicado à conscientização das pessoas sobre a importância de prevenção e tratamento das hepatites virais. Mas o que são hepatites virais? São inflamações no fígado, causadas por vírus que são classificados por letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E. No Brasil, mais de 70% dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B e A. O país registrou 40.198 casos novos de hepatites virais em 2017.

As hepatites virais se dividem em várias formas, dependendo do vírus responsável pela infecção e do seu meio de transmissão.

Hepatite A: Forma menos grave de hepatite viral, pois não evolui de forma crônica e, geralmente, não causa complicações. A transmissão se dá, principalmente, através da ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de uma pessoa infectada. É comum em países com condições sanitárias precárias.

Hepatite B: Tipo mais comum de hepatite, uma vez que o vírus é transmitido, principalmente, através do sangue ou de relações sexuais. Muito contagiosa, é entre 50 a 100 vezes mais infecciosa que o vírus da AIDS.

Hepatite C: O mais resistente dos vírus, com contaminação, principalmente, através do sangue. Em mais da metade dos casos, a hepatite C evolui para uma hepatite crônica, dos quais 20% resultaram em cirrose e, mais raramente, em câncer do fígado.

Hepatite D: Só ocorre em pessoas já infectadas pelo vírus da hepatite B, pois necessita dele para multiplicar-se. A forma de transmissão também é a mesma.

Hepatite E: Normalmente benigna como a hepatite A e não evolui para uma hepatite crônica. Contaminação por via oral.

Os tipos mais comuns, no Brasil, são as hepatites causadas pelos vírus A, B e C. No entanto, em muitos casos, como os sintomas não são tão definidos e/ou claros, os riscos da infecção evoluir e se tornar crônica são grandes, podendo levar a danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer.

Quais os sintomas das hepatites?

Apesar de algumas vezes não apresentar sintoma definido, é importante estar atento para cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Porém, apenas o diagnóstico e tratamento precoces podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado. O diagnóstico pode ser feito por testes rápidos ou exames laboratoriais.

Vacina

A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B, entretanto quem se vacina para o tipo B, se protege também para hepatite D, e está disponível gratuitamente no SUS. Para os demais tipos de vírus não há vacina e o tratamento é indicado pelo médico.

Tratamento

A hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. As hepatites B e D têm tratamento e podem ser controladas, evitando a evolução para cirrose e câncer.

A hepatite A é uma doença aguda e o tratamento se baseia em dieta e repouso. Geralmente, melhora em algumas semanas e a pessoa adquire imunidade, ou seja, não terá uma nova infecção. Todas as hepatites virais devem ser acompanhadas pelos profissionais de saúde, pois as infecções podem se agravar.

Cuidados básicos

– Vacine-se contra a hepatite B

– Use sempre preservativos nas relações sexuais

– Não compartilhe objetos cortantes como lâminas de barbear ou depilar

– Priorize o uso de instrumentos próprios de manicure e pedicure, bem como a esterilização desses materiais

– Exija materiais descartáveis e esterilizados em estúdios de tatuagem e piercing

– Não compartilhe objetos pessoais como escovas de dente

O MAXILABOR APOIA O JULHO AMARELO

Com informações da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde

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Gisela Vendramini

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